• Alan da Silveira

Esgotamento sanitário em Petrolina e o COVID-19

O relógio deu 18:00 e é hora de lançarmos uma nova pesquisa. Dessa vez, vamos falar sobre saneamento básico e porque devemos ficar de olho nos bairros com menor índice de tratamento de esgoto.


Novos estudos vêm confirmando a presença do Vírus do COVID-19 nos esgotos pelo mundo. Recentemente, a UFMG e a Fiocruz confirmaram a presença do vírus em esgotos de Niterói e de BH, deixando mais claro que o vírus pode ser eliminado pelas fezes.


A grande questão é que o Brasil não tem um saneamento básico bem estruturado, sendo esse, inclusive, um dos maiores causadores de problema de saúde no nosso país.


O sertão sofre bastante com isso e Petrolina não fica de fora – principalmente por termos um problema secular com a COMPESA. Muitos bairros da cidade não contam com um sistema de tratamento e de esgotamento adequado.





Na zona rural, apenas 8,51% dos domicílios têm acesso à rede geral de esgoto, enquanto 51,13% eliminam as águas servidas diretamente no solo, sem qualquer tratamento. Na área urbana, 78,27% dos domicílios utilizam a rede geral. No entanto, a segunda forma de esgotamento sanitário mais utilizada é a fossa rudimentar.


Isso evidencia 2 coisas importantes:

1. Se for confirmada a transmissão feco-oral do vírus, a zona rural pode sofrer bastante, pois é a área do município que conta com a maior quantidade de pessoas acima de 65 anos;


2. Lavar as mãos se torna um problema para quem não tem água realmente tratada;


Se em Petrolina esse já é um motivo de apreensão, outras cidades da região devem parar para analisar e se preocupar com suas áreas menos saneadas.


E tudo isso deixa claro para os governos municipais do sertão um ponto: é importante que as áreas de menor saneamento, que costumam ter mais doenças, (como Zika, Dengue, Chikungunya, diarréia etc.) passem a ser acompanhadas de perto e com mais preocupação pelos municípios.

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